terça-feira, 8 de março de 2011

GLOSSÁRIO TÉCNICO DO FIGURINISTA


 1 – LINGUAGEM TÉCNICA

DDD
DAT: abreviatura de Digital Áudio Tape, sistema de gravação de áudio digital.
DBS: abreviatura de Direct-to-home Broadcast Satellite, sistema em que o telespectador recebe sinal, através de antena parabólica, diretamente de um satélite de comunicação.
DRAMATURGIA: é a arte de composição do drama e sua apresentação no palco onde, o dramaturgo ao escrever uma peça teatral, cria personagens e conflitos que, ao serem apresentados, dão a impressão de que aquilo está acontecendo “aqui e agora”. Porém a dramaturgia não está relacionada somente ao texto teatral, ela está presente em toda obra escrita cm o intuito de se contar uma história como: roteiros cinematográficos, romances, contos e telenovelas.
DECIBEL ou DB: medida que expressa relação de potência ou tensão.
DECODER: oposto ao encoder.
DECUPAR: vem do francês découper, que significa “cortar em pedaços”.
DECUPAGEM: decompor um roteiro em planos seqüenciais, com as indicações importantes para a gravação das cenas, dos atores e materiais necessários para o espetáculo.
DEFINIÇÃO: qualificação dada à uma imagem quanto a referência de captação e reprodução de detalhes.
DIGITAL: oposto ao analógico. Sistema que utiliza a forma binária (diz-se aquela que usa combinação dos números binários 1 e 0 alternadamente), de modo a manipular informações sem a perda de qualidade da mesma.
DIGITALIZADOR: aparelho que permite digitalizar uma imagem.
DIGITALIZAR: transformar informação analógica em digital.
Diretor: Pessoa responsável pela concepção do espetáculo. Orienta os atores, determina o enquadramento, coordena o trabalho dos principais elementos envolvidos no espetáculo.
DOLLY: carrinho onde é fixada a câmera para a execução de movimentos suaves em qualquer direção.
DOUBLAGE: ação de forrar.
DRAMA: filmes que buscam contar histórias "sérias". Podem ser dramas históricos (como A rainha Cristina, com Greta Garbo) ou contemporâneos (como Sindicato de ladrões”, de Elia Kazan, ou “A primeira noite de tranqüilidade”, de Valério Zurlini). De um ou outro modo, têm como centro a discussão de aspectos da vida pessoal dos personagens (dinheiro, felicidade amorosa, poder etc.) e, portanto, dos espectadores. Um subgênero importante é o melodrama, ou drama romântico, que se prende, sobretudo aos aspectos emocionais da vida - morte de pessoas queridas, amores impossíveis (como “Palavras ao vento”, de Douglas Sirk ou “Quando o amor é cruel”, de Luigi Comencini).
DTH: abreviatura de Direct-to-home, sistema em que o telespectador recebe sinal, através de antena parabólica ou cabo.
DV: abreviatura de Digital Video, sistema de gravação digital de alta definição, desenvolvido pela união das empresas Hitachi, JVC, Mitsubishi, Panasonic, Sanyo, Sharp, Sony, Thompson, Toshiba e Philips, no final de 1993.
ECO DE IMAGEM: ver feedback.
EDIÇÃO: montagem de áudio ou vídeo em que são decididas as ordens em que serão exibidas.
EDIÇÃO LINEAR: edição em que para a escolha das cenas, é necessário percorrer a fita.

GLOSSÁRIO TÉCNICO DO FIGURINISTA


1 – LINGUAGEM TÉCNICA
CCC
CABELEIREIRO: fazem penteados dos artistas, adequando os atores as personagens, de acordo com as indicações do responsável pela caracterização: tinge, corta, penteia os cabelos ou aplica cílios postiços. Visando à continuidade das cenas, mantém os cortes, penteados e tonalidades usadas no tingimento para a caracterização dos atores. Acompanha as gravações para efetuar os retoques necessários nos penteados e/ou nas caracterizações.
CBS: abreviatura de Columbia Broadcasting System, rede de rádio e televisão americana.
CD: abreviatura de Compact Disc, disco digital por leitura de raio laser.
CDR: abreviatura de Compact Disc Record, disco digital gravável.
CHROMA-KEY: efeito que consiste em insertar uma imagem sobre outra através do anulamento de uma cor padrão, como por exemplo o azul.
CLIP: imagem rápida, de curta duração.
CLIPPING: operação automática realizada por equipamentos de vídeo, retém os altos níveis de luminosidade.
CAMAREIRO: ajuda os atores e outros participantes no uso da roupagem. Encarrega-se da conservação das peças do vestuário utilizadas no espetáculo, providenciando limpeza, reparos, etc. Auxiliam os atores e figurantes a vestir as indumentárias cênicas, organiza o guarda-roupa e a embalagem dos figurinos em caso de viagem.
CÂMERA ESCURA: caixa escura e lacrada que possui um orifício por onde passam raios de luz, que projetam imagens externas invertidas na parede interna oposta ao furo.
CARACTERIZAÇÃO: ato ou efeito de caracterizar-se; arte e técnica que, por meio de recursos materiais (maquiagem, máscaras, indumentária, etc.); conferem ao ator características físicas que completarão a personagem que ele vai representar.

CAST: do inglês, elenco.

CASSETE: fita magnética compactada em cartucho.
CATV: abreviatura de Cable Television, televisão que hoje chamamos de tevê a cabo.

CENA: unidade mínima significativa do roteiro.

CENÁRIO: do italiano scenario, do francês, décor. Espaço onde se pode criar a realidade visual onde se dá a cena.

CENÓGRAFO:  também chamado diretor de arte, coordena a parte visual, sob as ordens do diretor. Cabe a ele escolher as peças (móveis, quadros e objetos) que caracterizam o ambiente do espetáculo.

CLEAN: limpo. É a modelagem leve, limpa, com detalhes indispensáveis, tornando o estilo desprovido do supérfluo, com a pureza do detalhe. Não confundir, porém clean com monótono.
COADJUVANTE: faz desde segundos papéis até pequenos papéis. São chamados também de atores de composição. Raramente chamam a atenção do público, mas de sua atuação depende boa parte do sucesso do espetáculo.
COLOR BARS ou CB, padrão de barras coloridas, de formato internacional, que serve para projetar circuitos eletrônicos de vídeo, para regulares amplificadores de vídeo e para recalibrar monitores, câmeras etc. As barras coloridas, em preto e branco, dão uma reprodução tonal dos cinzas em escala crescente, começando pelo cinza mais claro, da cor amarela, passando pelas cores cian, verde, magenta, vermelha e azul (a mais escura), ladeadas por uma barra branca a 75% na extrema esquerda e uma barra preta na extrema direita.
COLOR CORRECTOR: aparelho destinado a corrigir distorções cromáticas da imagem.
COLOR FRAME: circuito eletrônico que permite o sincronismo das cores na edição.
COMÉDIA: filmes de humor. Divide-se em várias tendências como, por exemplo, o burlesco (os Irmãos Marx, Jerry Lewis), a comédia sofisticada (os filmes de Ernest Lubitsch ou de Woody Allen); podem ser também comédias dramáticas, em que se misturam partes de humor em uma história “séria”.
COMMEDIA DELL’ARTE: forma de comédia italiana renascentista, que floresceu entre os séculos XVI e XVIII. Com uma idéia de profissionalização, procurou distinguir os atores desses gêneros de comédia do amadorismo do intérprete medieval. Era realizada por atores itinerantes que usavam máscaras identificando tipos específicos dentro da trama (Arlequim, Pantaleão, Briguela, Doutor, etc.). Os textos da Commedia dell’Artetraziam apenas breves indicações das falas dos intérpretes e marcações de entradas e saídas de cena, e as peças eram sucessões de eventos que dependiam mais de atores do que de autores. O gênero exerceu grande influência na evolução posterior do teatro, dando origem à comédia literária de Moliére e Marivaux, e à ópera-bufa, de Pergolese e Cimarosa.
COMPLEMENTO: tudo que completa com equilíbrio perfeito um traje; completa o vestuário: sapato, cinto, meias, etc.
COMPUTAÇÃO GRÁFICA: imagem sintetizada por computador que possui forma e movimento calculados automaticamente pelo computador.
CÓPIA DE SEGURANÇA: ver back up.
CONTRA LUZ: luz oposta à luz principal, cuja a finalidade é dar contorno a figura iluminada proporcionando a noção de volume, destacando-a do fundo, dando a sensação de profundidade entre a figura iluminada e o cenário. A posição de altura da contra luz deverá estar entre 45 graus (para não ser captada pela lente da câmera) até 60 graus (se ultrapassar esse ângulo poderá começar a iluminar a frente da figura). Essas regras podem variar conforme as necessidades.
CONTINUISTA: é aquele que fica o tempo todo de olho nas cenas, prestando atenção à continuidade dos cenários, indumentária e caracterização dos personagens, antes e durante a gravação, para garantir o encadeamento lógico entre as cenas. Indica à equipe de figurinos e de caracterização a ordem seqüencial de roupas, penteados e maquiagem por cena, com base no roteiro de gravação. Informa e orienta o editor de VT sobre o material gravado e as mensagens do diretor. Ele assessora o diretor de programa quanto ao ritmo de gravação, a continuidade da ação dramática, luz, efeitos, etc. Por causa das gravações externas, o continuista está sujeito a constantes deslocamentos. Sua responsabilidade com o produto final – a cena gravada – é muito grande, porque uma falha na continuidade só será corrigida se for detectada pelo editor de TV ou pelo sonoplasta e se houver tempo e recursos disponíveis para a regravação.
CORSELETARIA: palavra usada pela figurinista Emília Duncan para indicar o ato de criar corseletes (nome derivado do francês, corselet, diminutivo de cors, hoje corps ‘corpo’), ou seja, a parte superior da indumentária feminina, ajustada ao peito, como um corpete.
COSTUREIRA: confecciona trajes para as novelas, a partir das idéias concebidas pelo figurinista ou pelo cenógrafo.
CRISTAL LÍQÜIDO: liquido utilizado para substituir os sistemas de tubos de imagem em aparelhos de receptores de televisão.
CROMINÂNCIA: combinações dos sinais de cores da imagem.
CUE: marcação destinada ao controle de início e término de uma gravação ou de trechos em videoteipe.

GLOSSÁRIO TÉCNICO DO FIGURINISTA



1 – LINGUAGEM TÉCNICA
BBB
BACK LIGHT: ver contra luz.
BACKSIDE: lado avesso (algumas roupas têm as costuras como se fossem do avesso ou costura em backside).
BACK UP: cópia de segurança.
BATIK: processo de estamparia artesanal em tecido de fibra natural, cujo método consiste em usar cera de abelha para cobrir as partes que não se quer tingir. Original na Índia, adotado como artesanato brasileiro nas décadas de 1960 e 1970.
BARRAS DE COR: ver color bars.
BBC: abreviatura de British Broadcasting Cortporation, rede estatal de rádio e televisão britânica.
BALANCEAMENTO: ver white balance.
BLANCHIR: tornar alvo ou branco, branquear.
BEAM: raio ou feixe de elétrons que faz a leitura da imagem no tubo da câmera; ou que descreve a imagem na tela do televisor.
BEEPER; sinal de áudio que auxilia no monitoramento do ganho a ser utilizado, e também aponta o início de uma gravação.
BETACAM: sistema de gravação desenvolvido pela Sony que utiliza fita de meia polegada com qualidade profissional. A identificação SP significa "Superior Performance", ou seja, uma versão com maior quantidade de partículas magnéticas na fita.
BETAMAX: formato de meia polegada similar ao betacam, só que para uso doméstico.
BG: abreviatura de background. Do inglês, fundo ou segundo plano. No áudio é utilizado para descrever o som em segundo plano e no vídeo é a imagem ou cenário de fundo.
BIT: contração de binary digit. Menor unidade digital.
BLUE BOX: ver chromakey.
BREAK: parada de um programa para a introdução de chamadas comerciais ou institucionais.
BROADCAST ou – BROADCASTING: radiodifusão ou teletransmissão.
BURN-IN: imagem fantasma.
BURST: sinal utilizado para sincronizar as informações de cor do emissor com o receptor da imagem.
BYTE: conjunto de bits

GLOSSÁRIO TÉCNICO DO FIGURINISTA



1 – LINGUAGEM TÉCNICA
AAA
ABC: abreviatura de American Broadcasting Companies, rede de rádio e televisão americana.
ABERT: abreviatura de Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão.
ABNT: abreviatura de Associação Brasileira de Normas Técnicas. Órgão brasileiro responsável por padrões em produtos.
ADO: abreviatura de Ampex Digital Optics, máquina geradora de efeitos especiais digitais.
ALTA COSTURA: coleções de moda destinada a roupas de alto luxo, feitas com exclusividade. Os tecidos e os vestidos são sempre realizados pelos estilistas mais prestigiados do mundo, personagens de um circuito fechado e elitista.
ALTA DEFINIÇÃO: ver HDTV.

ANTAGONISTA: o oponente; o contrário de protagonista.

ANALÓGICO: sistema oposto ao digital. Utiliza pontos de semelhança entre coisas diferentes. Ex: poderíamos descrever um fenômeno elétrico e outro mecânico de maneira idêntica, através da matemática.
ANCHORMAN: ver âncora.
ÂNCORA: pessoa que apresenta ou coordena um programa de televisão.
ANTENA PARABÓLICA: antena captadora de sinais transmitidos através de satélite. Recebe o nome parabólica devido sua forma côncava.
ADEREÇO: objeto de adorno; enfeite de valor, destinado a adornar alguém ou sua indumentária.
APERTURE: capacidade utilizada para ampliar a definição de uma imagem.
ASA: abreviatura de American Standard Association. Orgão americano responsável por padrões em produtos.

ATOR: agente do ato; aquele que representa em peças teatrais, filmes e outros espetáculos; comediante; interprete; artista; astro; Homem que sabe fingir. (Fem. Atriz).


FIGURINO X MÁSCARAS

Para mostrar como o diretor e o figurinista fazem uso das máscaras nas narrativas segue abaixo outros exemplos, onde o ator faz uso deste recurso para dar vida a personagem:
O MÁSCARA
 Máscara do filme V de Vingança, Estados Unidos 2006.
PERSONAGENS BATMAN, ROBIN E MULHER GATO
 











* PARA SE APROFUNDAR MAIS SOBRE O ESTUDO DAS MÁSCARA ACESSE O SITE: 
http://www.infoescola.com/artes/historia-das-mascaras/
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=28332

Uso da máscara na composição do figurino.

Aproveitando o carnaval fiz um apontamento sobre o uso da mácara na composição do elemento figurino.
Máscaras de Commedia dell’Arte, Itália Séc XVI.

Pois, a máscara permite ao ator esconder seu rosto, privando-o de um de seus principais meios de expressão. O ator com a máscara passa a fazer uso de outros recursos: os braços, as pernas, os movimentos de cabeça ou a movimentação do corpo inteiro no espetáculo. A máscara exclui a expressão do rosto, mas em compensação aumenta a responsabilidade de expressão do restante do corpo. Polariza a atenção visual do espectador, num processo em que busca se realizar basicamente através dos movimentos do corpo.
Em alguns momentos o ator passa a falar com o corpo, e a partir daí, se afirmam os estudos semióticos mencionados anteriormente de que a primeira impressão que temos das pessoas é essencial para nossa avaliação.
Máscara de comédia grega, Séc V a.C
Por outro lado, a máscara nega a função do ator como elemento intermediário entre a personagem e o espectador, na medida em que toma o lugar do rosto e passa a desempenhar, ela mesma, esta função. Desse modo, a máscara faz uma espécie de ponte de acesso à fábula, sem intermediações do ator, a não ser pelos seus movimentos corporais.
Esta conexão direta encurta, obviamente, a relação que há entre ficção e realidade onde a máscara, ao contrário da maquiagem que funciona como um filtro que recobre, disfarça e cria uma camada intermediária que afasta o ator de si mesmo, esconde e distancia o ator do público, por outro lado, ela aproxima o ator da personagem, atraindo o olhar do espectador e provocando inevitavelmente a sua capacidade de leitura e interpretação, através da expressão facial de quem ele está representando: o sincero, o traiçoeiro, o vingativo, o desconfiado, etc. “A máscara não é disfarce de um vazio existencial, mas uma tática de coexistir numa sociedade onde o primado é o da velocidade” (LYRA, 2002: 97).
Em várias culturas (hindu, mexicana, etc.) ela funciona como um objeto sagrado e, existe um respeito muito grande por parte dos atores. O que não acontece aqui no Brasil, muitos se recusa a usá-las por vaidade e por não querer esconder-se. Um bom exemplo do uso da máscara como complemento fundamental do figurino está no espetáculo “Fantasma da Ópera” [1], que em muitos momentos é identificado apenas pelo símbolo da máscara.



[1] O Fantasma da Ópera (Le Fantôme d l’ Opéra), 2006, Brasil. Direção: Harold Prince. Direção Geral: Arthur Masella. Produção: Mariana Suzá. Versão Brasileira: Cláudio Botelho. Iluminação: Aurolights. Figurino: Nena de Castro e Eliana Liu.  Teatro Abril. Edição IV. Com Saulo Vasconcelos (O Fantasma) e Sara Sarres (Christiane). 

Segundo Roberto Gill Camargo,

A máscara pode ser vista como um recurso teatral por excelência. Sua função representativa é explícita: está ali para representar um velho, um feiticeiro, um herói, um vilão ou qualquer outro ser não necessariamente humano. A representação, neste caso, não se dá por intermédio do rosto natural do ator, mas por um artefato confeccionado com materiais dos mais diversos tipos. A intenção não é demonstrar a personagem a partir da expressão dinâmica de seu rosto, mas sim através de uns traços fixos, característicos de expressão e suficiente para determinar a identidade, o caráter ou a posição social da personagem.[1]


[1] CAMARGO, op. cit.. p. 134.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Colleen Atwood - MELHOR FIGURINO 2011

Colleen Atwood (nascida em 1950) é uma figurinista americana.

Atwood foi indicada para o Oscar de Melhor Figurino nove vezes e ganhou e levou com Chicago, em 2002, Memórias de uma Gueixa, em 2006, e agora em 2011 com Alice no País das Maravilhas.
Atwood colaborou várias vezes com os diretores Tim Burton e Jonathan Demme.  
Começando sua carreira como consultora de moda no Estado de Washington no início de 1970, Atwood, eventualmente, se aventurou no mundo do design de figurino para teatro e cinema, inicialmente, chegando a fama através de seu trabalho sobre Sting Bring on the Night World Tour.
Atwood foi a principal designer de produção dos figurinos de mais de 50 filmes. Assinou também as fantasias para os novos trajes criados para Ringling Bros e Barnum & Bailey em 2005-2006, além de desenvolveu os uniformes da banda The Black Parade da banda My Chemical Romance.
 

THE OSCAR GO TO: "Alice não País das Maravilhas".


 Los Angeles, 28 de Fevereiro de 2011.

A figurinista americana Colleen Atwood ganhou o prêmio Oscar de Melhor Figurino   pelo filme de Tim Burton, "Alice não País das Maravilhas".
Este é o terceiro Oscar de Atwood desde que ela começou a desenhar para o cinema em 1984.  Ela recebeu a estatueta dourada mais cedo por seu trabalho em "Chicago" (2002) e "Memórias de uma Gueixa" (2006). 
Em 29 anos de trabalho, Colleen estabeleceu fortes parcerias com Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes), Rob Marshall (Nine) e Tim Burton (Sweeney Todd).

O Oscar de Melhor Maquiagem foi para Rick Baker e Elsey Dave "The Wolfman",
O Lobisomem. Baker, o homem por trás da maquiagem complexa de Benicio Del Toro, já ganhou seis Oscars em sua carreira, em doze indicações. Ele ganhou pela maquiagem magistral em O Grinch (2000), MIB - Homens de Preto (1997), O Professor Aloprado (1996), Ed Wood (1994), Um Hóspede do Barulho (1987) e, claro, a inspiração para o trabalho em O Lobisomem, o cultuado Um Lobisomem Americano em Londres (1981), cuja maquiagem é reverenciada até hoje.




O Lobsomem, o filme é uma refilmagem do clássico de 1941.mily Blunt.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

OSCAR 2011- POR QUÊ FICOU DE FORA???

O tão comentado "Cisne Negro", que teve o figurino assinado pelas irmãs Kate e Laura Mulleavy, da marca Rodarte, ficou fora da competição pela estatueta de melhor figurino, o que deixou muitas pessoas surpresa pela beleza dos figurinos.
Em contra partida os figurinos de «Cisne Negro», longa-metragem de Darren Aronofsky nomeado a cinco categorias, estão expostos num museu em Los Angeles.
 
Seis tutus usados pela personagem de Natalie Portman, que pode levar a estatueta de Melhor Atriz  estão em destaque na exposição «Rodarte: State of Matter», no Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles.

Além destas peças, estão expostos três figurinos do ballet (três brancos e três pretos) em manequins de resina transparente, pendurados por fios e com um pequeno motor para girarem constantemente.




OSCAR 2011- INDICADOS DE MELHOR FIGURINO

FAÇA A SUA ESCOLHA!!!
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OSCAR 2011- INDICADOS DE MELHOR FIGURINO

Alice no País das Maravilhas ( Alice in Wonderland, 2010)

Sinopse: O filme é uma adaptação da obra de Lewis Carroll. Que conta as aventuras de Alice por um mundo lúdico, onde ela passa por vários apuros para conseguir salvar os seres que habitam ele do governo cruel da Rainha de Copas.

O figurino deste filme consegue transpor do mundo lúdico infantil com o estilo inglês do inicio do século XX, caracterizo por elementos como cores vibrantes e contrastantes entre si, elementos exagerados e volumosos, trazendo para um universo do vestuário atual.
Resultando em um figurino bastante característico da indumentária adulta. Isto se comprova pelo fato de o filme e até seu figurino servirem de inspiração para diversas coleções de moda e campanhas publicitárias no ano de 2010.
Figurinista: Colleen Atwood

OSCAR 2011- INDICADOS DE MELHOR FIGURINO

Bravura Indômita ( True Grit, 2010)

Sinopse: o filme conta a história de uma garota de 14 anos que busca vingança pela morte do seu pai a sangue frio. Ela contrata um xerife beberão e impõem que quer acompanhar ele na busca pelo assassino de seu pai. E assim se transcorre a história no faroeste americano, onde a dupla precisa encontrar o bandido antes que ele chegue ao Texas e seja pego por outro xerife.

O filme trás um figurino muito semelhante aos clássicos do Bang-Bang­, com peças em couros em tons amarelados e sujos. O figurino da protagonista é basicamente composto com peças masculinas, uma vez que os trajes femininos da época eram bastante delicados.
No meio de tudo isto, ainda é possível encontrar elementos que quebram a rigidez e brutalidade apresentada no figurino através dos chapéus, lenços e acessórios que os compõem.

Figurinista: Mary Zaphers

OSCAR 2011- INDICADOS DE MELHOR FIGURINO

A Tempestade ( The Tempest, 2010)

Sinopse: O filme é uma adaptação da obra de Willian Shakespeare de mesmo nome. Que conta a história de Prospera, uma feiticeira que vive em uma ilha mágica junto com sua filha. E que aprisiona marinheiros dos navios que se aproximam da ilha e que através de sua magia causa o naufrágio deles.

O figurino por si só já mostra toda magia que envolve o filme, apresentando peças extremamente elaboradas que remete a meados do séc. XVI e XVII.
Peças que vão desde trajes com saias de armação e brocados que eram vestimentas das damas inglesas. Os trajes dos marinheiros muito bem elaborados com elementos as vezes até inusitados. Até as tangas dos nativos da ilha.
Sendo assim, como em todas obras de adaptação de Shakespeare, o figurino deste filme é carregado de cor e elementos lúdicos. Semelhante a figurinos de teatro.

Figurinista: Sandy Powell

OSCAR 2011- INDICADOS DE MELHOR FIGURINO

O Discurso do Rei (The King’s Speech, 2010)

Sinopse: Um jovem rei relutantemente assume o trono depois que seu irmão, Edward, abdica. Considerado incapaz de governar por conta de uma gagueira nervosa, o monarca despreparado precisa reencontrar sua voz e levar o país à guerra contra os alemães.

O figurino de época deste filme retrata uma Londres do inicio do séc. XX prestes a entrar na Guerra. Uma moda com pouca ostentação, mas sem perder a sua elegância. Elemento este que retrata o declínio em que a família real inglesa passava durante a época de guerra.

Figurinista:Jenny Beavan

OSCAR 2011- INDICADOS DE MELHOR FIGURINO

FAÇA A SUA ESCOLHA!!!!...

Será no dia 27/02 a maior premiação do cinema internacional, a 83ª edição do Oscar, no Teatro Kodak, em Los Angeles.

Eu Sou o Amor (Lo sono L’amore, 2009)

 Sinopse: A família Recchi, uma tradicional e rica família de milão, é surpreendida pelas mudanças rápidas que tomam conta da vida de cada um deles. O patriarca da família decidiu dividir sua empresa entre o filho Tancredi (Pippo Delbono) e o neto Edoardo Jr.(Flavio Parenti), mas este quer montar um restaurante em parceria com Antonio (Edoardo Gabbriellini), um amigo e chef de cozinha. A amizade dos futuros sócios fica ameaçada quando Emma (Tilda Swinton), mãe de Eduardo, começa a se envolver com o melhor amigo do filho.

O figurino deste filme se destaca por apresentar todo o glamour e requinte da sociedade europeia em suas cenas. Em cada momento do filme somos surpreendidos com peças sóbrias, monocromáticas, mas que sua combinação trás uma elegância que é intensificada com o uso de acessórios, em sua maioria de pérolas.
O ponto máximo do figurino do filme é a cena em que a protagonista surge na tela ao lado da sogra (Marisa Berenson) e o espectador fica deslumbrado entre a elegância da sogra e da nora em seus vestidos longos, sem decotes, com tamanha sobriedade que o brilho dos vestidos se torna tão sóbrio e os torna ainda mais elegantes.

Figurinista: Antonella Cannarozzi

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

SUGESTÃO DE CURSO


Nome do curso:
História do Figurino nas Artes Cênicas
Professora:
Veridiana Piovezan
É figurinista, graduada em História pela Universidade Federal de Santa Catarina e pós-graduação em Figurino em Milão, Itália.
Com experiência na concepção e elaboração de figurinos para cinema e artes cênicas. Participação em produções de teatro e ópera em Milão e São Paulo.


Objetivo:
Objetivo geral: estudar o percurso do figurino nas artes cênicas (teatro, balé e ópera), com suas diferentes funções e símbolos desde a Grécia clássica aos dias de hoje.
Objetivos específicos:
  • estudar as principais características do vestuário ao longo da História. 
  • traçar paralelo da trajetória do figurino de cena com a história do vestuário de cada período estudado.
  • examinar as fontes iconográficas inerentes a cada período estudado;
  • analisar as montagens contemporâneas através de fontes iconográficas e cinematográficas, além de visitas a espetáculos selecionados em cartaz na cidade de São Paulo.
  • estudar breve contexto histórico-social, cultural, econômico e de manifestação artística de cada período e sua relação com a cena.
Público Alvo:
O curso é dirigido a estudantes e profissionais das áreas de artes cênicas, da moda, do cinema e artes plásticas e pessoas interessadas em se inserir nessa área de conhecimento.
Metodologia:
Aulas expositivas, análise de fontes iconográficas.
Desenvolver pesquisa histórica e iconográfica a partir de uma base histórica pelo aluno.
A análise de fontes iconográficas em cada período estudado possibilita a compreensão de aspectos importantes da evolução do figurino de cena na história e de sua concepção para a encenação
Programa:
  • As origens do figurino: o figurino teatral na Grécia e Roma
  • A commedia dell’arte
  • O figurino no teatro barroco e os primeiros grandes figurinistas
  • O figurino no século XVIII e a renovação iluminista
  • O figurino para o balé
  • O figurino cênico no século XIX e a pesquisa histórica
  • O figurino para a Opera lírica
  • O figurino cênico no século XX
Os principais figurinistas do século XX e as últimas tendências do figurino cênico na Europa e no Brasil.




Início
Término
Início previsto:
05/04/2011
31/05/2011
Dias e horários:
3ª e 5ª feiras das 19h às 21h
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Carga horária:
32h/a
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Nº de Encontros:
16
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Investimento Total: R$ 660,00 – 3x de R$ 220,00
Forma de Pagamento Parcelado: Cheque pré ou cartão de crédito

CAMPUS SÃO PAULO
Rua Alagoas, 903 - Higienópolis - São Paulo/SP
Como chegar
Tel.: (11) 3662-7034
E-mail: nucleocultura@faap.br